Análise da crítica de “A Mosca”- Arábia Saudita
Análise da crítica de “A Mosca”- Arábia Saudita
Este sketch de “A Mosca”, de Luís Afonso, denominado
"Arábia Saudita" apresenta um diálogo entre dois insetos acerca do
desenvolvimento de um grandioso prédio com cerca de 1 km de altura. O sketch
tem com objetivo criticar a opressão à mulher.
Após um olhar
mais atento, torna-se possível identificar o inseto que inicia a conversa como
uma mosca e o outro inseto um mosquito. O fundo branco tem um papel essencial
no destaque das personagens além de conferir simplicidade ao sketch com um todo.
O elemento
humorístico desta obra encontra-se no contraste entre os avanços na engenharia
e na construção de grandiosos edifícios que ostentam luxo e, por outro lado, a
lembrança de direitos básicos, ainda grandiosamente negados ou historicamente
limitados às pessoas, como a autonomia das mulheres.
Inicia-se o
diálogo com uma observação aparentemente neutra sobre o avanço tecnológico na
Arábia Saudita . Esse feito é rapidamente desmontado quando se desloca o foco
do progresso tecnológico para o progresso social. O contraste entre estes
progressos gera o riso. A resposta do Mosquito relembra que o desenvolvimento
não é só material. A crítica é finalmente rematada pela pergunta retórica com
tom irónico “Achas que o progresso vai subir assim tão alto?” diz a
Mosca. Cria-se uma metáfora entre altura do edifício e a distância entre
o ritmo de desenvolvimento económico e social.
O sketch aborda
um tema bastante complexo ( a desvalorização dos direitos humanos e
sobrevalorização de desenvolvimento tecnológico a todo o custo) de forma
simples e subtil condizendo com o estilo de animação.
Podemos ver a
situação dos direitos da mulheres e a igualdade como "talvez um dia lá
cheguemos" um futuro distante como um arranha-céus. Igualdade não
é sinónimo de desenvolvimento económico. Direitos como votar só foram
concedidos á mulher em 2015. A pergunta final incita a contemplação da
sociedade e se estamos realmente a avançar em todos os aspetos.
Concluindo, a
crítica neste cartoon é extremamente rica contrastando com a animação e diálogo
simples. Será o progresso tecnológico equivalente a progresso social? Neste
caso a igualdade entre géneros?
Colocaste uma questão muito pertinente sobre se o desenvolvimento tecnológico não equivale ao desenvolvimento social. Esta reflexão é muito interessante, pois apercebemo-nos que é possível haver grandes avanços na tecnologia sem que mudanças na forma como as pessoas são tratadas ou nos direitos que possuem. Assim o progresso técnico pode acontecer mais rapidamente enquanto o progresso social tende a ser mais lento e desigual. E é mesmo isso que é expresso neste texto sobre sketch de “A Mosca”.
ResponderEliminarObrigada por comentar. Resumiu perfeitamente a conclusão que podemos retirar deste sketch.
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