Les Hasards heureux de l'escarpolette (Os Acidentes Felizes do Balanço)- Análise da obra

 

Les Hasards heureux de l'escarpolette (Os Acidentes Felizes do Balanço)- Análise da obra





   Esta pintura a óleo também denominada de "L'escarpolette", "O baloiço", é autoria de Jean-Honoré Fragonard, criada no período do Rococó.  Ao certo o que conta?

   A pintura representa um espaço verde bucólico com ambiente místico. Salientam-se nele uma mulher e dois homens, um à frente e outro atrás. Destacam-se ainda duas estátuas de anjos e um cão.

   A mulher (IMG.1) utiliza um vestido rosa claro do século XVIII esvoaçante, espesso e volumoso com camadas de renda e folhos, típico da nobreza. A forma como é pintado gera a sensação de leveza ao acompanhar o movimento da mulher, torna-se dinâmico.

   O homem mais velho (IMG.2), compreende-se como mais abastado, agarra nas rédeas do baloiço sentado num banco. O outro (IMG.3), jovem, está escondido nos arbustos onde vê o interior do vestido, levantando o chapéu em "agradecimento". 

   O baloiço (IMG.4) em si é luxuoso, composto por cordas, uma base de madeira e a esta colada uma almofada vermelha. Na realidade uma das cordas do baloiço está a romper-se assim como o controlo do marido (IMG.2) na mulher (IMG.1) é cada vez mais tênue quando escolhe o amante (IMG.3).

   O cão (IMG.5) , símbolo da lealdade, ladra, indicando a infedilidade da mulher.

   A estátua do anjo (IMG.6) à esquerda faz o sinal de "shhh", parece esconder algo. Na outra estátua os dois anjos (IMG.7) agarram-se assustados. Ambos olham intensamente para a mulher.

   Neste contexto o baloiço representa a atenção e amor da mulher que deriva entre o marido e o amante. E claramente o marido (IMG.2) não é o foco da escolha, visível na comparação do destaque entre o amante e marido.

    A pintura reflete o estilo de vida libertino e os "jogos de amor" da aristocracia francesa do século XVIII, onde este tipo de triângulo amoroso era um tema recorrente na arte Rococó.

   Concluindo, está obra é em termos de simbologia é extremamente rica. A história adquire dinamismo da representação do vestido esvoaçante e os elementos secundários realçam a incapacidade da mulher escolher entre o marido e o amante.










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